Banner Filosofia

TEORIAS SOCIOLÓGICAS


As Teorias Sociológicas são apresentadas como uma área de pesquisa reconhecida e legitimada no campo da Sociologia, sobretudo nas sociedades ditas centrais. Diversas organizações sociológicas dedicam ao menos um grupo de trabalho à teoria, a exemplo da Associação Internacional de Sociologia.

Se essa consolidação institucional é um indicativo do amplo reconhecimento que o tema recebe, inclusive entre nós, ela nada nos informa sobre a maneira como a teoria sociológica se constitui como objeto de pesquisa. Essa área não deve ser confundida com o uso da teoria no campo da pesquisa aplicada ou com o processo inverso de acúmulo de reflexão teórica a partir da investigação empírica. Que o saber sociológico é intrinsecamente teórico é um dado que reflete as propriedades da própria ciência social e, nessa medida, todo e qualquer sociólogo produz, a seu modo, teoria sociológica. No entanto, quando retiramos a teoria do campo da pesquisa empírica para torná-la, ela mesma, em si e por si, um objeto constante e especializado de exame, instaura-se uma nova situação: a teoria aparece como um saber reflexivo e de segunda ordem.

As Teorias Sociológicas têm o propósito de analisar, descobrir e esclarecer as relações sociais e as formas de associação entre as pessoas.


PRINCIPAIS TEORIAS SOCIOLÓGICAS


TeFuncionalismo (Émile Durkheim): O funcionalismo é uma teoria que enfatiza a importância da harmonia e estabilidade social para o funcionamento da sociedade. Segundo essa teoria, a sociedade é vista como um sistema composto por diferentes partes interdependentes que funcionam em conjunto para garantir a ordem e a continuidade social. Essa teoria sugere que cada parte da sociedade tem uma função específica a cumprir e que, quando todas as partes trabalham em harmonia, a sociedade funciona de maneira eficaz.

Teoria do Conflito (Karl Marx): A teoria do conflito defende que a divisão da sociedade em classe burguesa e operária (dominante e dominada) gera conflitos devido às suas naturezas. Os burgueses têm, em suas mãos, o controle de fabricação e produção das entidades legais e políticas. Desta forma, o resultado direto seria a exploração da classe trabalhadora. Contudo, esta última ficaria sempre à mercê das vontades e imposições da classe dominante.

Interacionismo Simbólico (George Herbert Mead): Pode-se dizer que o interacionismo simbólico constitui uma perspectiva teórica que possibilita a compreensão do modo como os indivíduos interpretam os objetos e as outras pessoas com as quais interagem e como tal processo de interpretação conduz o comportamento individual em situações específicas. Mead afirma que a mente é uma relação do organismo com a situação, que se realiza por meio de uma série de símbolos. Quando um determinado gesto representa a ideia que há por trás de si e provoca essa ideia no outro indivíduo, tem se um símbolo significante.

Teoria Weberiana (Max Weber): A teoria weberiana considera as organizações como sistemas burocráticos, que constituem o ponto de partida para sociólogos e cientistas políticos no estudo das organizações. Para Weber, as ideias, as crenças e os valores eram os principais catalisadores das mudanças sociais. Ele acreditava que os indivíduos dispunham de liberdade para agir e modificar a sua realidade. A ação social seria, portanto, qualquer ação que prostituísse um sentido e uma finalidade determinados por seu autor.

Estruturalismo (Claude Lévi-Strauss): O estruturalismo considera a existência de estruturas superficiais (as que detectamos diretamente por observação) e estruturas profundas (as estruturas lógicas, que subjazem sob o aparente imediato). As últimas se reportam às primeiras. Por exemplo: a estrutura superficial do discurso está referida à estrutura profunda do conjunto de regras de linguagem. Cada estrutura superficial pode estar referida a várias estruturas profundas e cada estrutura profunda pode ser referência de várias estruturas superficiais.

Teoria da Estratificação Social (Max Weber e Pierre Bourdieu): O processo de estratificação acontece a partir das relações de produção, do status social, dos poderes político e econômico e das oportunidades que os indivíduos ou grupos sociais têm para adquirirem bens. As oportunidades de ascensão social estarão diretamente ligadas às variações econômicas do mercado.