Nas considerações finais, a cidadania, como o conjunto de direitos e deveres do cidadão, desempenha um papel vital na formação de uma sociedade justa e inclusiva. Um exemplo proeminente de cidadania são os direitos do eleitor – em um país democrático, o voto é a oportunidade para que os cidadãos influenciam suas decisões políticas e determinam o futuro de seus países.
No entanto, a cidadania não é apenas sobre os direitos, mas também sobre a participação ativa na sociedade. Para que sua participação se faça sentir, cada indivíduo deve iniciar por entender seus direitos e deveres, percebendo o impacto de suas ações no bem-estar comum. A origem da cidadania moderna é rastreada até as antigas democracias de Grécia e Roma, que estabelecem os primeiros padrões de direitos civis e deveres da humanidade.
No Brasil, os alicerces da cidadania moderna foram aprovados na Constituição de 1988, na qual todo cidadão tem garantido acesso à saúde, educação e alimentos. No entanto, a cidadania civil não confere apenas direitos; também impõe ônus – no Brasil, o dever comum é votar. No entanto, o voto obrigatório no Brasil é um ato cívico que fortalece a democracia e abre oportunidades para uma sociedade mais justa e inclusiva.
Das influências marxistas à compreensão da realidade social brasileira no início do século XX, a sociologia brasileira, como em toda a América Latina, foi influenciada pelo pensamento marxista. Para jovens cientistas, as teorias de Marx foram um auxiliar inestimável no estudo das relações trabalhistas e da desigualdade, que é constituinte da estrutura social latino-americana.
Este curso inicial dos estudos de sociologia no país, cujo foco principal era as relações de trabalho e de poder, foi proporcionado por autoridades como Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda. No entanto, a fundação da Universidade de São Paulo USP em 1934 e a formação do curso de ciências sociais renderam à pedagogia brasileira professorado que muitas vezes retornava do exílio e outros continentes com ideias francesas sobre tal ciência.
Em um cenário alternativo que se abriu a partir dessas influências, os sociólogos brasileiros voltaram-se de volta aos cadernos sobre a influência histórica do Brasil e conflitos econômicos, raciais e de classe que moldavam o país.
Portanto, a sociologia brasileira desde o início penetrou o espaço da interpretação das transformações sociais associados não apenas à industrialização, mas também grupos históricos. Abaixo, apresenta-se um resumo que busca destacar o papel dos intelectuais que deram origem a esta ciência e sua ligação com a realidade social brasileira.